Liberland: O país sem impostos

Fundado pelo checo Vit Jedlicka é o sonho de mais de 100 mil pessoas que se inscreveram para se tornarem cidadãos deste país. Dentre elas cerca de 2.500 são brasileiros.

Em Abril de 2015, o o checo Vít Jedlicka fincou uma bandeira em um território ermo e se autoproclamou presidente da nova República Livre de Liberland. O ativista libertário de 33 anos encontrou um território sem dono entre a Sérvia e a Croácia – a área não foi reivindicada por nenhuma nação após a separação da Iugoslávia – e lá pretende realizar o sonho de viver em um país onde a atuação do governo na vida do cidadão é mínima e o paga-se impostos quando se desejar. ‘Viva e deixe viver’ é o lema de Liberland, território com 7 quilômetros quadrados, pouco maior que Vaticano e Mônaco.

Liberland: o país sem impostos
Bandeira de Liberland fincada no território localizado entre a Croácia e a Sérvia (Reprodução)

O sistema de governo

Jedlicka explica: “O governo de Liberland atuará apenas nas áreas de justiça, segurança e diplomacia”. Ele não acredita em um sistema de saúde público, por exemplo. Em Liberland, quem não pode arcar com os custos de um tratamento caro ou uma cirurgia, que faça uma vaquinha ou procure uma instituição de caridade. “Esta é a forma justa de não receber ajuda do Estado”, diz Jedlicka.

O ativista afirma também que no modelo libertário, a sociedade toma suas próprias decisões e, segundo ele, qualquer assistência deve vir de forma espontânea e sem pressões. Quem desejar construir um hospital para os necessitados pode organizar um Crowdfunding e construir um, sem interferência do governo. O ativista defende também que o Estado é, em geral, muito ineficiente em oferecer serviços sociais. “Hospitais privados, por exemplo, são melhores do que hospitais públicos, mesmo com verba incrivelmente menor.

O modelo voluntário de pagamento de impostos, é a grande atração do projeto.. “É revolucionário. Em Liberland, as pessoas darão ao governo o valor que elas quiserem. Toda transação será voluntária, pois o Estado nunca deve obrigar ninguém a fazer algo contra sua vontade”, afirma Jedlicka.

Então vem a pergunta: como um país sem impostos irá garantir segurança e justiça aos cidadãos?

“Bem, se ninguém pagar impostos, não haverá país. Mas já temos uma quantia arrecadada mais do que suficiente para manter o governo”. Jedlicka refere-se aos 300 mil dólares que Liberland possui em doações de simpatizantes e interessados em obter a cidadania – , mais de 100 mil pessoas no mundo inteiro já se inscreveram para “viver e deixar viver” nos Bálcãs, entre elas cerca de 2.500 brasileiros.

Nem todos os interessados na cidadania terão um lugar garantido no país sem impostos de Jedlicka. Além de ter que preencher os critérios exigidos para a inscrição, como “ter respeito pela propriedade privada, que é sagrada e intocável, não ter antecedentes criminais nem histórico comunista ou nazista”, cada candidato terá de encarar uma entrevista face a face com o presidente do sonhado país. “Não basta ter interesse e preencher os requisitos, é preciso contribuir com Liberland de alguma forma”. Jedlicka explica a troca da cidadania por trabalho ou dinheiro. “Cidadania é uma commodity, como uma filiação a um clube. O país é o clube e você adquire o título para se associar a ele”.

Um antigo vilarejo de caçadores, únicas construções existentes atualmente em Liberland, foram suficientes para abrigar as repartições públicas de um governo tão enxuto. Em 2017, seis casas, cada uma com capacidade para doze pessoas, foram construídas para receber os primeiros moradores.

O presidente de Liberland garantiu que pretende permanecer no cargo apenas durante o período de missões diplomáticas, até que o país seja reconhecido internacionalmente. “Depois de alguns anos, vou me aposentar. Não haverá mais presidente e todo o sistema se auto administrará”, disse.

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